quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

História



Antes da chegada da expedição espanhola comandada por Cristóvão Colombo em 5 de dezembro de 1492, a ilha de São Domingos encontrava-se povoada por indígenas, organizada e dividida sob o comando de cinco caciques. Cada território governado por um cacique era chamado de Quisqueya (canicado) pelos índios arauaques (ou taínos) e caraíbas. Um dos traços desta divisão era a tributação, em termos de alimentos, cultivados ou criados.

Os indígenas, ao verem os europeus, acreditavam que eram figuras com poderes sobrenaturais, tratando-se com honra e veneração. Esta era uma sociedade totalmente diferente das sociedades europeias. Guacanagarix, o cacique Marién hospedou Colombo e seus homens, tratando-os de forma cortês e concedendo-lhes os seus desejos.

Uma vez que se fundou a colônia, uma série de primarias tomaram lugar em Hispaniola (ou Espanhola) como lhe chamaram os espanhóis. Sucederam-se a fundação da primeira igreja, a primeira unidade, o primeiro hospital, o primeiro engenho açucareiro e, como era de se esperar, os primeiros abusos e os primeiros descumprimentos de tratados com os nativos.

Durante o século XVI, Hispaniola deteve uma boa posição econômica e social , porém desde o fim deste século e a partir da conquista da "Terra Firme" (as grandes massas territoriais da América do Norte e América do Sul), a ilha foi caindo no esquecimento e relegada a um segundo plano, entrando cada vez mais na pobreza. Também influiu em sua situação o ataque de corsários ingleses que destruíram grande parte das cidades e populações estabelecidas nesse momento.

Após a declaração de independência do Haiti, em 1804, vários governantes haitianos trataram de unificar a ilha, o que fizeram no ano de 1822, apenas semanas depois da República Dominicana adquirir a independência da Espanha. A este breve período de autonomia chamou-se "Independência Efémera".

No ano de 1844, se inicia a gestão independentista, preconizada por Juan Pablo Duarte, um jovem de alta posição social que havia estudado na França e com ideais nacionalistas; e dirigida por Francisco del Rosario Sánchez e Pedro Santana. A independência aconteceu em 27 de fevereiro daquele ano.

A partir desta altura, e com a falta de uma liderança sólida por parte dos seus dirigentes, inicia-se uma era em que era dominada por latifundiários que tinham poder econômico, tornando-se em governo por breves períodos. Nesta altura, grupos internos que não se sentiam contentes com a autonomia procuraram anexar-se novamente a Espanha, feito que alcançaram em 1861.

Em 1865, recupera a independência, passando novamente por uma etapa com falta de liderança e mudanças contínuas de governante. Esta situação durou até Ulises Heureaux, conhecido como Lilís, instalou uma ditadura que durou 12 anos (1887-1899) terminando com o seu assassinato.

No princípio do século XX, a instabilidade política e econômica, e o atraso nos pagamentos dos empréstimos realizados durante o século XIX, fizeram com que ocorresse a denominada "Primeira Invasão Norte-Americana", que se estendeu desde 1916 até 1924. Durante o período entre 1924 e 1930, a economia dominicana viveu um período denominado por "Danza de los Millones"(Dança dos Milhões), devido ao aumento dos preços internacionais da cana-de-açúcar.

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